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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Bonzinho só se ferra?

Muito Boa Noite, Senhores!

Primeiramente peço desculpas pela minha ausência nos últimos dias, o trabalho tem sido bem estressante, a vida pessoal também, mas devo voltar pelo menos uma vez por semana a escrever por aqui.

Iniciando no assunto do post, a resposta é: Sim e Não, começando pela resposta positiva da história vou citar duas passagens, a minha e a de um amigo para dizer que podemos sim ser corretos, éticos mas não otários, sendo passado para trás.

Eu era escraviário estagiário de uma média empresa de minha cidade, trabalhei nesse cargo por um ano, janeiro a dezembro, sempre entrando 7:30 e saindo no mínimo as 17:30 ou quando não tinha aula, saia 18, 19, já cheguei a sair as 21 horas de lá (bem errado, mas eu precisava para arcar com a faculdade), ok, depois disso eu fui efetivado em um cargo de assistente, sendo que sempre desempenhei função de analista, logo nos primeiros dias de empresa, ocupando esse novo cargo e depois de formado me surgiu uma oportunidade numa empresa maior, que era justa nos horários, pagava PLR e mais um monte de coisa, seria uma guinada em minha vida, pois bem, eu tinha duas opções neste momento, ir no meu gerente e ser sincero ou alegar assuntos pessoais e participar do processo seletivo, escolhi a segunda opção com uma dor no coração.

Tive que faltar duas vezes, sair duas horas mais cedo em alguns dias, outro tive que chegar as 13:00, lembro muito bem que todas as vezes que trabalhei e fui participar do processo, eu cheguei perfeitamente no horário mesmo usando um transporte público de qualidade duvidosa, foi DEUS mesmo! Pois bem, após a minha segunda falta uma analista de RH que havia me contratado me chamou no lync para tomar café e me avisou que a minha vaga estava ABERTA! ela já tinha uma turma para entrevistar naquela semana! Vejam só, um ano trabalhando muito mais do que eu deveria, salário de estagiário com trabalho entregue de analista (e bem feito) depois de duas faltas eu já era descartável, não pensaram nas vezes que eu sai na rua escura que era aquilo, com os riscos de assaltos (5 funcionários haviam sido assaltados naquele ano), meu stress, minhas noites mal dormidas. A água correu nesse mar e graças a Deus eu havia passado e ainda cá estou, quando eu efetivamente me desliguei, uma semana depois eu já tinha um substituto, vejam só, eu poderia ter ficado desempregado se eu tivesse sido o bonzinho e avisado no inicio do processo e não tivesse passado na outra empresa. Ou seja, LIÇÃO APRENDIDA, uma empresa nunca vai avisar que iniciou o processo para te substituir, logo se você quiser substituir ela de sua vida não é nada antiético, não vai te fechar portas no futuro, é a dinâmica do mercado.

Para ratificar esse ponto de vista, vou citar um 'causo' de um amigo advogado, ele era um associado ganhando 3 mil por mês em um grande escritório tributário, ralando mesmo, já eram 9 anos de casa e ele era muito bem visto pelos clientes e colegas, mas o chefe sempre o fazia se sentir um lixo pois o rapaz havia entrado na empresa como aprendiz, entrou na faculdade e virou estagiário, depois foi contratado como associado, ficou aquela coisa de 'santo de casa não faz milagre' muitas vezes era ele quem quebrava o galho de estagiário, ou fazia serviços burocráticos como forma de punição, ele queria mais reconhecimento e então com muito esforço conseguiu um cliente médio para a empresa, mas para ele sozinho seria um grande caso de assessoria, o chefe e ele fizeram uma reunião com o cliente, onde meu amigo conduziu enquanto o chefe ficava no WhatsApp e o cliente ficou encantado, faltava fechar (muito por conta do trabalho do meu amigo)

Esse meu amigo continuava sendo podado e amadureceu a ideia de trabalhar por conta, ele seria mais valorizado, decidiu isso e pensou em levar o cliente para ele, mas antes comunicou ao chefe, recebeu sorrisinhos, tapinhas nas costas, avisou que seria interessante ele atender o cliente e o chefe não viu problemas, assinou a demissão, virou as costas e o chefe ligou para esse tal cliente dizendo que haviam 70 advogados esperando as demandas dele e fechou o contrato, meu amigo ficou chupando o dedo e comeu o pão que o diabo amassou, hoje está bem mas foi duro até conseguir casos onde ao menos pagassem os custos de seu escritório compartilhado, seria diferente se ele enxergasse o mundo da forma que ele realmente é.

Há casos em que o bonzinho não se ferra, e eu poderia dizer que é quando você é o tipo de funcionário que realmente se empenha, claro que buscando reconhecimento mas não de imediato, é como nos investimentos, não importa o curto prazo, queremos investir em valor para retorno a longo prazo.

Quando você adota esse perfil é capaz de ter em suas costas aquele cara que na faculdade era o que só pedia para assinar lista de chamada, para colocar o nome no trabalho, para passar o slide em apresentações, o encostado.

Veja bem, se você é o cara que se empenha, mesmo que seu chefe babe o ovo do cara, você será reconhecido por outras áreas da empresa, ou clientes, você aprenderá, crescerá profissionalmente mesmo que a custas de horas extras e stress, claro que cada um sabe seu limiar, mas é inegável que se queremos bons resultados, teremos que semear bem e plantar, pense se há uma vaga para seleção interna e vocês dois são os candidatos, quem terá mais chances?

Levar o encostado nos ombros pode acarretar em muitos prejuízos para a empresa, para você, para clientes ou outras áreas da empresa, mas o maior prejudicado é o próprio encostado, isso sem dúvidas, é um cara de Curto Prazo, expira rápido, empresas sempre vão optar por crescimentos duradouros ;)

Por hoje é só, desabafei, mas é bom para refletir, colocar a tal da inteligência emocional em dia.



Ainda nessa semana vem o fechamento de Dezembro \o/

Abraço

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Beabá da Marcação a Mercado - Inicio do estudo das características do TD

Muito boa noite! Prezados Senhores de Ilibada Conduta.

Me perdõem pela ausência, meu trabalho tem me consumido bastante, me pagando relativamente pouco por isso, mas sendo gratificante ainda. Tenho projetos pessoais tocando como adiantei e não tenho a capacidade igual a de colegas da Blogosfera que conseguem fazer mil coisas ao mesmo tempo, confesso que sou bem limitado rsrsrs

Eu sei que parece um assunto batido para muitos, mas para outros não é, e eu gostaria de dar a minha visão sobre o investimento em TD, afinal foi um dos meus primeiros passos em investimentos, muita gente falou sobre o assunto por aqui (e com maestria, tem coisa muito boa que dá uma surra em várias 'Assets por aí)... mas para isso eu vou dar uma breve pincelada sobre Marcação a Mercado para iniciar. 

Muitos investidores já devem ter se surpreendido vez ou outra abrindo o seu extrato e vendo um Fundo ou um título com rentabilidade negativa e devem ter se questionado sobre o sentido do termo "Renda FIXA"

Em fundos de investimentos, a marcação a mercado foi oficialmente regulamentada em 2002 com a circular 3086 do BACEN, determinando novos critérios para registro e contabilização de ativos integrantes nas carteiras dos fundos de investimentos.

Embora a marcação a mercado já existisse, antes da regulamentação era permitido aos gestores dos fundos realizar a marcação dos ativos pelo preço de aquisição, praticamente ignorando o valor real, exemplo: Determinado gestor adquiriu 10 unidades de um ativo ao preço de R$10,00, passando alguns dias, o ativo está sendo negociado ao preço de R$5,00.

Realizando a marcação a mercado, o valor total do fundo seria de R$50,00 (10 unidades de R$ 5,00 cada), mas era permitida a marcação a preço de aquisição, portanto o fundo estava com as 10 unidades no preço total de R$100,00, NÃO REFLETIA O REAL VALOR dos ativos negociados no mercado.

Nessa situação, se todos os cotistas desse fundo realizassem um resgate total dos valores aplicados, o gestor teria que vender o ativo no preço de mercado, e somente no resgate os cotistas receberiam a notícia do real valor de seu investimento.

O principal motivo da adoção dessa prática é evitar a transferência de valor entre os cotistas, em um exemplo simples, consideramos que um investidor seja bem informado e ao saber que o preço real de um ativo está mais baixo, ele poderia solicitar o resgate ao fundo, se caso o gestor tenha que se desfazer do ativo, este seria vendido ao preço de mercado (menos que o marcado na carteira) e haveria um impacto negativo na cota do fundo para os demais cotistas, o bem informado teria seu valor em conta sem prejuízos, afinal tal prejuízo foi 'parcelado' pelos demais. (e pago!)

É importante destacar então que a Marcação a mercado trouxe maior segurança ao mercado, com menor assimetria de informações entre os agentes. Por fim vale ressaltar que por mais que a marcação a mercado traga maior oscilação de preços durante a vida do ativo, caso ele seja mantido até a data de vencimento, o valor do investimento será mantido de acordo com a taxa pactuada no momento da compra.

É a partir daqui que o próximo post se iniciará (=

Até logo o//

AA